Tipografia

A tipografia é o processo de criar uma composição usando tipos, tanto fisicamente, usando tipos móveis nas prensas tipográficas (algo usado em gráficas, inventado no século XV), quanto digitalmente, usando as fontes, arquivos que contém diversas tipos criadas por fundições ou editoras de tipos (type foundries).

A tipografia define a harmonia das tipos com o resto da composição através dos tamanhos, pesos escolhidos, disposição e cores dos tipos, de tal forma que tudo converse entre si, dando uma ordem estrutural à escrita. O ideal é respeitar o conceito do projeto, pensando no público alvo, de como a mensagem será transmitida para as pessoas e como elas vão entender.

Portanto, é importante escolher o tipo certo, e hoje temos acesso a muitas, mas muitas fontes na internet que costumam vir junto às suas famílias tipográficas, e são organizadas pelos seus pesos e outros detalhes. Algumas são pagas, e não são nada baratas (seus preços são justificados pelo trabalho que dá para criar uma família inteira de fontes, e é bem trabalhoso), mas outras podem ser baixadas gratuitamente.

Nome das famílias tipográficas

Normalmente, as famílias tipográficas clássicas são nomeadas com o nome e/ou sobrenome do seu criador, ou o lugar de onde ela venho. Porém cada família tipográfica tem sua história que influencia em seu nome.

Por exemplo, a fonte Helvetica, criada pela Haas, teve seu nome original Neue Haas Grotesk, criada em 1957 para brigar com a fonte Akzidenz-Grotesk, que fez sucesso na época. Já em 1960, a Stempel, empresa filiada da Haas, quis mudar o nome para “Helvetia“, que significa “Suíça” em latim. Mas por achar muita pretensão colocar o nome de uma nação na fonte, decidiram mudar para “Helvetica“, vindo da frase em latim “Confœderatio Helvetica“, que significa “Confederação Suíça”. Eles acreditavam que isso iria conseguir aumentar o alcance do marketing da fonte no mundo. E estavam certos.

Outras fontes, como as mais modernas tem nomes mais informais, muitas vezes influenciados pelo estilo visual da família tipográfica.

Outras contém o nome da fundição de tipo na frente, como a ITC, a Monotype, até as próprias Apple, Microsoft e Adobe. Hoje existem muitas fundições de tipos grandes com décadas de existência, mas existem várias que são independentes e vem ganhando seu lugar no mercado de famílias tipográficas.

Sistema padrão de nomes para tipos

Hoje as tipos tem suas classificações, características e estrutura. Um exemplo é a família tipográfica Helvetica Neue, praticamente uma das fontes mais famosas atualmente, que é uma fonte linear (sem serifa) e com diversos pesos e larguras.

Entendesse como peso a espessura dos tipos, indo de extremamente fino para extremamente grosso (Extra Light, Light, Book, Regular, Book, Bold, Extra Bold). E largura refere-se à sua aparência podendo ser condensado (tipo com aparência esmagada), normal ou estendida (tipo com aparência esticada). A largura pode ter variação romana (normal) e oblíqua (conhecido como itálico).

O nome dos pesos podem ter variações, como por exemplo, o peso “Regular”, que seria o normal, pode também se chamar “Normal” ou “Roman”. Outro exemplo, o “Semi Bold” por ser chamado de “Demi Bold”.

Sistema numérico

Algumas fontes utilizam um sistema de numeração para saber facilmente qual é seu peso e largura. Cada fonte de uma família tipográfica é nomeada com um número de dois dígitos, sendo o primeiro o peso em si e o segundo a largura e variação.

Originalmente criado por Adrian Frutiger, o sistema define o número 9 como o limite máximo para o peso. Para a largura, é usado algo semelhante, sendo que quanto maior o número, menos largo o tipo é. Porém, se o número da largura for ímpar, usa uma variação romana. Mas se o número for par, aí a variação será oblíqua.

No caso da família Univers, o peso vai do 9, Extra Black, até o 3, Thin. Já a largura vai do 9, Ultra Condensed, até o 3, Extended. Então se pegarmos a Univers 39, sabemos que ela é extremamente leve e tem proporção bem estreita, já a 68 é mais pesada e equilibrada, e tem proporção também estreita e variação oblíqua.

Porém não existe uma regra de qual peso específico deve representar o número 9. Por exemplo, a Helvetica Neue contém pesos a mais, indo do 2 ao 10, sendo 10 o peso “Extra Black” e 2 o peso “Ultra Light”.

Sistema de tamanho específico

Existe outro sistema além desses dois que usa tamanhos numéricos específicos para indicar as larguras, como a ITC Bodoni, que usa a diferença de medidas de ponto de metal punches criados para a fonte pelo criador da família tipográfica. No caso da Bodoni, usa-se os números 6, 12 e 72.

Já a fonte ITC Founder’s Caslon, outro exemplo que usa este sistema, usa os número 12, 30 e 42.

Sub-famílias

Algumas famílias tipográficas apresentam sub-famílias para diferentes classificações. A família tipográfica ITC Legacy, por exemplo, apresenta duas sub-famílias: Serif (fontes com serifas) e Sans (fontes sem serifas). Já a família ITC Stone apresentam quatro variações: Serif, Sans, Informal e Humanist.

Referências e mais informações

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